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segunda-feira, 15 de março de 2010

Prefeito do Rio diz que aprovação da Emenda Ibsen é "verdadeiro absurdo"


O prefeito do Rio, Eduardo Paes, considerou “um verdadeiro absurdo” a aprovação da Emenda Ibsen, que prevê a redistribuição dos royalties obtidos com a exploração do petróleo entre todos os estados e municípios, com base nos fundos de participação. Na prática, a emenda fará com que os estados produtores - como o Rio, São Paulo e o Espírito Santo - passem a receber menos.

Paes integra o grupo de 92 prefeitos do Rio que estão mobilizados para a manifestação da próxima quarta-feira (17), programada para as 16h no centro da cidade, em apoio ao movimento Contra a Covardia, Em Defesa do Rio. Para ele, a aprovação da emenda é uma questão institucional muito mais grave do que qualquer perda que o Rio de Janeiro venha a ter.

”A emenda é inconstitucional e não tenho dúvidas de que não vai prosperar, de que a Justiça vai derrubar, de que o presidente Lula vai vetar. Assim como tenho certeza de que o Senado vai reformar essa decisão”, disse o prefeito.

Segundo Paes, o município do Rio perde, com a nova regra, cerca de R$ 250 milhões. “E, olhando adiante, muito mais do que isso."

O prefeito lembrou que outros estados têm vantagens que o estado do Rio de Janeiro e o município nunca questionaram como, por exemplo, as medidas fiscais que beneficiam a Zona Franca de Manaus “e nem por isso os deputados federais do Rio votaram contra. Faltou grandeza à Câmara Federal, e acho que o Senado, como Casa da Federação, tem a chance de recuperar”, defendeu.

A emenda do deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), aprovada pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (10), modificou o texto do marco regulatório do petróleo, que redistribui os royalties. Os recursos serão divididos entre todos os estados da Federação, e não apenas entre os estados produtores.

A nova regra retira dos cofres do estado do Rio uma receita que, em 2009, foi de R$ 7 bilhões, com R$ 5 bilhões indo diretamente para os cofres do governo estadual e os outros R$ 2 bilhões divididos entre os municípios produtores.

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

terça-feira, 9 de março de 2010

Locomotiva - A Última Viagem


A estação de Santa Maria Madalena foi aberta ainda pela E. F. Barão de Araruama em 1890. Logo em seguida foi adquirida pela Leopoldina. A última viagem no ramal, com a locomotiva partindo da estação de Santa Maria Madalena, foi relatada nove anos depois do fim por um escritor local: "Lembro-me bem do derradeiro dia em que o trem deixou a estação. Com sonoro e melancólico toque do sino é dada a saída precisamente às 6 horas e 20 minutos. Muita gente lá estava para a despedida. Vagarosamente vai deslizando pelos trilhos até a curva da chácara do Américo Lima. Aí faz uma paradinha, ouvindo-se um agudo e angustioso apito, fazendo de conta como se fosse um adeus para sempre. E lá se foi pela estrada afora, deixando uma baforada de fumaça que pouco a pouco foi desaparecendo. O carro misto de 1a e 2a classe estava todo ornamentado de hortênsias azuis e rosas, repleto de passageiros. Por onde ele passou, Loreti, Trajano de Moraes, Leitão da Cunha, o trecho da serra, vendo-se lá embaixo o rio Triunfo e o Conceição, as manifestações de despedida foram as mais sentidas e expressivas, sendo que na de Conceição de Macabu havia uma banda de música que executou, na partida, a melodia Valsa da Despedida, tendo o padre local usado da palavra, o que fez muita gente chorar. O ponto do almoço, em Conceição, onde na mesa não faltava a boa carne de porco, a galinha, a couve picadinha, o torresmo, o tutu com carne seca desfiada, etc., e o custo era apenas de dois mil réis. Depois vinha Paciência e finalmente Conde de Araruama, local em que se fazia a baldeação para Campos, Niterói ou Rio. Esse trem, verdadeiro calhambeque, ajustado num amontoado de peças usadas e quase imprestáveis, e muitas vezes, nos trechos de subida, os passageiros tinham de saltar para que o peso diminuísse. Os dormentes, já podres, cediam com a passagem da máquina, ocasionando descarrilamentos. Com alavancas, depois de estafante e penosa operação, a máquina era colocada novamente sobre os trilhos. Em dias chuvosos, abria-se o guarda-chuva dentro do vagão e quando havia boi ou cavalo na linha, o trem gingava e apitava até que o animal saísse da linha. Quando um passageiro se atrasava para o embarque, esperava-se o amigo, que, se não tivesse dinheiro para a passagem, não tinha importância, pagaria na volta. Mas, apesar dos pesares, esse trenzinho que carregava a gente, todo bamboleante e desengonçado, aos trancos e solavancos, chegava sempre ao seu destino e ninguém reclamava, achando até tudo muito bom. E era" (Octavio Fajardo Rodrigues, 1975). O trem alavancou o desenvolvimento de Santa Maria Madalena, mas com o decreto 58.992/66 (Programa de Erradicação de Ramais Antieconômicos) o ramal foi fechado, o trecho de Santa Maria Madalena em 1965. O mesmo decreto previa a construção de uma rodovia asfaltada para substituir o trem, mas, como não foi cumprida esta parte, o processo de desagregação sócio-econômica do município se agravou. Apenas no final dos anos 1970 foi asfaltada a estrada que ligaria a cidade a Nova Friburgo. "A estação hoje abriga a Casa da Cultura, um museu e uma biblioteca. A casa do chefe da estação foi também reformada e funciona como hotel". (Ricardo Quinteiro de Mattos, julho de 2008).

Estado reconhece direitos de mulheres vítimas da ditadura


O Dia Internacional da Mulher teve um significado diferente para 15 mulheres que tiveram seus processos de anistiadas julgados ontem (8) na sessão especial da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. A sessão foi marcada por emoções fortes, lembranças das torturas, dos estupros e do terror sofrido pelas mulheres que se colocaram contrárias ao regime ditatorial (1964-1985).

“Ser anistiada lavou a minha alma”, disse Celeste Fon, ao receber a decisão. Funcionária concursada do Banespa, ela foi presa junto com o pai e o irmão no final dos anos 1960. Na empresa foi perseguida, vigiada pelo regime, impedida de ter contato com outras colegas do banco, mesmo após a anistia de 1979.

Maria Alice Albuquerque Saboya também foi anistiada. Antes da proclamação, ela leu e entregou à Comissão de Anistia uma carta endereçada aos jovens, contando o que passou nos anos de ditadura e no exílio. Maria Alice foi presa aos 20 anos, junto com o marido, acusada de contribuir para formação de um partido político contrário ao regime. Foi torturada e viu colegas sendo torturados.

“É muito pior ver tortura que ser torturada. Tenho gravada em minha memória a vez de um prisioneiro que pedia: 'Pelo amor de Deus, me matem', disse Maria Alice. Ela divulgou uma carta aos jovens pedindo para que eles lutem em defesa do Plano Nacional de Direitos Humanos, proposta do governo que prevê a criação da Comissão da Verdade para apurar os crimes cometidos pelo Estado durante a ditadura.

“Essa história não é minha, essa história não é nossa. É a história de um país que precisa ser contada para que aprendamos com ela”, afirmou.

Para a psicóloga fluminense Vitória Lúcia Martins Pamplona, sua anistia significou “uma vitória simbólica de todas as mulheres”. “Que não se repita jamais o que aconteceu conosco durante a repressão”, disse Vitória, que foi demitida da Infraero, presa e torturada na década de 1970.

Além de Vitória, Celeste e Maria Alice, mais 12 mulheres foram declaradas anistiadas políticas e receberam desculpas do governo brasileiro. Esta foi a terceira vez que a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça homenageou as mulheres no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

Também tiveram seus direitos de anistiadas reconhecidos pelo Estado: Ana Lima Carmo Montenegro, Celeste Fon, Maria Cândida Raizer Cardinalli Perez, Isa Mariano Macedo, Maria Beatriz de Albuquerque David, Maria da Glória Lung, Denise Fraenkel Kose, Vera Lúcia Marão Sandroni, Elizabel Maria da Paixão Couto,, Vera Lucia Carneiro Vital Brazil, Vitória Lúcia Martins Pamplona Monteiro, Maria Inêz da Silva, Maria Albertina Gomes Bernaccio, e Helena Sumiko Hirata.

Luciana Lima (ABr)

quinta-feira, 4 de março de 2010

DERCY ENTROU PARA O GUINNESS


O nome da imortal atriz Dercy Gonçalves foi incluído no livro dos recordes mais importante do planeta: o “Guinnes Book” norte-americano, que agora traz dois importantes registros de recordes relacionados a maior e mais importante atriz cômica do Brasil em todos os tempos, pelos seguintes fatos:
1) a atriz que por mais tempo atuou nos palcos de teatros e nas telas de cinema e televisão e,
2) a primeira e única atriz no mundo inteiro a ter participação num filme de longa metragem, aos 101 anos de idade, quando gravou o filme MINHA VIDA NÃO CABE NUM OPALA, que estreou nas salas de cinemas de todo o Brasil logo após sua morte.
Dercy fugiu de sua terra natal, a pequenina Santa Maria Madalena, cidade da região serrana do Estado do Rio de Janeiro, no ano de 1924, com apenas 17 anos de idade. Filha do alfaiate Manoel e da lavadeira Margarida, a menina que fora batizada com o nome de Dolores, aos 13 anos de idade já era bilheteira do único cinema do lugar – o Ideal.
A homenagem para a atriz chegou um ano e pouco após sua morte - ocorrida no dia 19 de julho de 2008 - quando contava oficialmente 101 anos de idade, apesar dela dizer que tinha mais já que seu pai a registrara aos dois anos de idade.
O certificado que reconhece oficialmente os recordes e a entrada de Dercy no Guinnes Book, será entregue a Decimar, filha única de Dercy. O comunicado sobre a inclusão do nome da Dercy no “Guinness Book Norte-Americano” foi feito diretamente a Decimar por representantes da organização do livro dos recordes mundiais, no Brasil.

terça-feira, 2 de março de 2010

Carnaval 2010 em Santa Maria Madalena


O Carnaval em Santa Maria Madalena terminou mas fez história mais uma vez. Estivemos observando os preparativos e o desenvolvimento das Escolas de Samba e blocos de embalo e constamos que, apesar de reclamações quanto a infra-estrutura da cidade para receber tantos turistas, as equipes de segurança, defesa civil, polícia militar e profissionais de saúde atuaram adequadamente e inibiram focos de violência com maestria.
Logo no início da tarde do dia 12, a rua já começou a ser invadida pelos foliões. Todos querendo aproveitar cada momento do carnaval madalenense. E em Santa Maria Madalena, teve espaço para toda família. No banco da praça, quem não seguiu a folia, parado também não ficou.
Mas ainda faltava muito tempo para terminar a folia. Tempo suficiente para agradar a todos os turistas que vieram de longe para ver as Escolas Azul e Branco e também a Escola Vermelho e Branco.
A GRESUMA (Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Madalena) havia preparado seis carros alegóricos, sete tripés pequenos e contou com aproximadamente 600 componentes onde o tema desenvolvido foi “Liberdade de criação e alegria”. A comissão de frente foi composta de pássaros. Dentre as alegorias, uma honrosa homenagem à algumas figuras ilustres como Dr. Ivo Lima Kelis, Dona Carolina Queiroz, Sebastião Poubel e Selma Nedice Alves de Almeida. Os outros carros alegóricos mostraram índios, o Rei Momo e a Rainha do Carnaval, as máscaras e um clube carnavalesco. Sarah Mansur, Miss Líbano, também foi destaque nesta escola.
A ESMII (Escola de Samba Mocidade Independente do Itaporanga) entrou com seis carros alegóricos e cerca de 500 componentes onde a temática foi “Criação do Mundo” onde uma deusa teve a permissão do céu para criar uma nova terra. A comissão de frente foi dividida e uma parte representou o início da vida no mar e a outra esteve representando o Sol, luz necessária à vida. Abre-alas trouxe o primeiro elemento da criação seguido pelos anjos - parte divina da criação, a vida, morada do ser humano, luxo atual e finalmente a deusa Gaia – mãe terra, energia da própria vida.
Uma das coisas interessantes do carnaval deste ano, foi a diversidade de cores e ritmos. Para começar a aquecer a folia, muito som e animação, tocadas pela banda Los Gringos. Outras bandas estiveram previstas e marcaram presença no carnaval madalenense: A Massa, Stratégya, Via Brasil e banda Premier.
Na sede do tradicional Bloco do Carvão, os foliões se caracterizavam ao som do rock nacional.
Na concentração do Bloco Elas Querem, música eletrônica para agitar no Clube Montanhês.
A Prefeitura Municipal calcula que passaram pela cidade, nos cinco dias de folia, cerca de 50 mil pessoas.

Cinema: 'Fúria de Titãs' no Brasil é adiado!


A Warner Bros. adiou o lançamento de 'Fúria de Titãs 3D' nos cinemas nacionais. E nós divulgamos a triste notícia em primeira mão.
Sem informar o motivo, a empresa alterou a data de 2 de Abril para 21 de Maio.
Na nova data, o filme irá concorrer com 'Wall Street 2: O Dinheiro nunca Dorme' e as comédias 'Hot Tub Time Machine' e 'Ela é demais pra mim'.
Em 'Fúria de Titãs', a disputa pelo poder lança os homens contra os reis, e os reis contra os deuses. Mas a guerra em curso entre os deuses já é suficiente para destruir o mundo. Nascido de um deus, porém criado como homem, Perseu (SAM WORTHINGTON) se vê indefeso para salvar a família da aniquilação por Hades (RALPH FIENNES), o vingativo deus do reino dos mortos. Sem nada a perder, Perseu se oferece como voluntário para comandar a perigosa missão de derrotar Hades, antes que este consiga obter poder de Zeus (LIAM NEESON) e instalar o inferno na Terra. Liderando um grupo de guerreiros, Perseus parte numa arriscada jornada nas profundezas dos mundos proibidos. Combatendo demônios cruéis e monstros terríveis, ele somente irá conseguir sobreviver se aceitar seu poder como um deus, desafiar a sorte e criar seu próprio destino.
O protagonista do elenco, Perseus, é o australiano Sam Worthington, um filho mortal de Zeus, rei dos Deuses.
O elenco ainda conta com o indicado ao Oscar® Liam Neeson (Busca Implacável e A Lista de Schindler) e Ralph Fiennes (da série Harry Potter e O Paciente Inglês).